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História de afeto – Sobre a pior dor do coração!

“A vida me exigiu que eu colocasse mais um ponto final no meu caminho.
Outro ponto fatal!”

 

Sim! São palavras fortes! Fortes e reais! Palavras de quem já provou das piores dores da alma, daquelas que dilaceram o coração!

Há pouco mais de um ano, Diana, uma amiga querida, perdeu seu bebê com apenas 3 dias de nascido. Aquele bebê super esperado, tão amado e desejado! Ela, que já tem Elisa de 3 anos, era doida pra ter mais um filho. Heitor nasceu perfeito! Mas, por uma fatalidade que algum dia iremos entender, ele se foi precocemente …

Nas palavras dela…

“Fui parar numa incompreendida montanha-russa de sentimentos e sensações, mas, de uma forma Divina, esse ponto veio como um raio, provido de uma luz de conforto, compreensão, força e paz, acompanhado por um oceano de amor dos amigos tão intensos e especiais, que foram capazes de, verdadeiramente, me permitir ser plenamente grata, mesmo diante de tanta dor.

Perdi meu filho e ganhei famílias de puro amor. Aliás, foi quando eu bem descobri o poder mágico do amor compartilhado. Ele me fez sentir carregada num manto sagrado, que me anestesiou e permitiu que a sangria daquela dor fosse perfeitamente estancada. Como um raio, ele partiu minha vida em antes e depois. ”

Sobre perdas sucessivas

Eu nunca vi uma pessoa com tanta força e fé, apesar da tristeza de seu coração! Não sei de onde, mas ela tirou forças para cantar e rezar pra seu filho em voz alta no velório e ainda leu um texto que havia escrito logo quando ele nasceu. O texto era apenas MARAVILHOSO e não teve uma pessoa que não chorou ao ouvir! E eu fico completamente arrepiada e emocionada só de lembrar!

Entre outras palavras, ela falava da falta que sua família fazia e por isso, o grande sonho dela era formar a sua própria família, que estava ali aumentando com a chegada do pequeno Heitor!

Entenda porque eu disse no início do texto que ela já provou das piores dores da alma e porque ela diz sentir falta de sua família: Diana, filha única, perdeu a mãe e a avó, num trágico acidente de carro no dia de sua formatura em Direito, há 10 anos! Perdeu seu pai ano passado, depois de meses muito doente. E como se não bastasse tanto sofrimento, perdeu um filho! Conseguem entender porque eu falo que nunca vi uma pessoa tão forte? Ela tem uma fé admirável, louvável! Mesmo depois de sucessivas perdas tão dilacerantes!

“Depois que o efeito da anestesia passou, meu corpo gritou incansavelmente. Mas, eu nem sequer consegui entender, pois, como um raio, ele clareou um horizonte que, desde então, me impedem de enxergar a vida, e as dores dela, da mesma forma.

O novo horizonte, carregado com novos valores, prioridades e desejos, mudou tanto meu olhar sobre a vida que fiquei vulnerável diante de outras dores da vida – até muito menores do que àquela causada por um raio quando atinge um coração. Uma vulnerabilidade que até me fez duvidar se a cicatriz ainda estava aberta. Mas, não. O manto sagrado realmente curou aquela sangria.”

Ela sabe, eu sei que ela sabe, que há Alguém mais importante e maior que nós todos, que é o único capaz de um dia nos fazer entender isso tudo! E ela estava firme, acabada de tanto chorar, sofrer e sentir aquela dor, mas firme com o marido ao seu lado e a filhinha esperando em casa.

relicário de coração

O poder do amor de uma criança

É uma verdade tão grande a gente tentar aprender com as crianças, ainda mais com algumas crianças que são tão especiais e iluminadas! Assim é Elisa, a filhinha mais velha, tão novinha, mas tão sensível! No meio de tudo que acontecia, Elisa não parava de perguntar pelo irmão que ela já havia conhecido no hospital … e quando ela perguntou mais uma vez, insistentemente, Diana respondeu: “filha, onde você acha que ele está?” E ela respondeu apontando para o coração da mãe: “aqui, mamãe”.

Quando fiquei sabendo disso, zerou meu mundo, zerou tudo. Eu fiquei pensando em tanta coisa!  A gente tenta racionalizar tanto e se questionar tanto… e aí vem um pedacinho de gente e nos da uma resposta dessa! E aí a gente faz o quê? Chora né?  E agradece! Porque depois de saber disso foi só o que eu consegui fazer!

A vida corre depressa demais, crescemos, nos tornamos adultos e esquecemos como a inocência pode nos ensinar tanto! As crianças têm uma espontaneidade incrível! Sempre enxergam o lado positivo das coisas com a maior pureza do mundo! Possuem corações sem maldade e, por isso, falam o que realmente sentem!

A própria Diana conta como Elisa ensina tanto a ela todos os dias:

“Dois dias depois da missa de 7o dia do Heitor, eu a chamei para desenhar nossa família, pois eu estava preocupada como ela já havia absorvido a ideia do Heitor não estar conosco… e ela, então, pediu que eu desenhasse pra ela um coração. Perguntei quem eu poderia colocar dentro e a primeira pessoa que ela falou foi o Heitor. Depois que terminamos, eu comecei a chorar.

Elisa me perguntou “você está chorando, mamãe? Está doendo?” E, eu disse, “ooh filha ! Dessa vez, eu estou chorando de alegria, pela filha linda que eu tenho”. Ela, então, começou a me abraçar muito apertado, por uns 5 e deliciosos minutos, e dizia “então, chora de alegria, mamãe! Chora, mamãe, chora de alegria”… Aquilo, para mim, foi tão reconfortante que foi como se Deus estivesse me dizendo “você tem muitos motivos sim para chorar, mas é de alegria!”… e eu, então, e mais uma vez, só agradeci a Deus!!!”

Exemplo e inspiração

Ai gente! Eu fico muito emocionada com essa história! Uma mistura de sentimentos… amor, compaixão, gratidão, esperança!!! Impossível não nos colocarmos no lugar dela, ainda mais para quem é mãe que, nem nos mais tenebrosos pesadelos imagina a dor da perda de um filho!

Diana tem a minha profunda admiração e ela sabe disso! Aliás, tenho certeza que todos que a conhecem e sabem de toda a sua história, tem essa admiração pela pessoa de bem, equilibrada, sensata que ela é, apesar de tudo! É aquela pessoa que emana paz, que a gente vai tentar confortar mas é ela que nos conforta com tanta sabedoria!

“E, por isso, como um ponto, ele me permitiu dar início a um novo parágrafo.
A verdade é que pontos terminam. Parágrafos recomeçam. Pontos desviam. Parágrafos continuam. Pontos interrompem. Parágrafos dão novas chances. Pontos ensinam. Parágrafos surpreendem. Pontos cortam caminhos. Parágrafos são assim: com um novo fôlego, abrem caminho. Parágrafos dão a chance de mudar de ideia, fazer a curva, mudar de crenças. Ainda estou escrevendo meu novo parágrafo, tentando retomar o enredo da história.”

Compartilho da mesma crença no amor que Diana! Somos 100% movidos pelo amor! Amamos o que fazemos, nossos clientes e principalmente todas as histórias que temos o prazer de conhecer, participar e compartilhar, servindo de inspiração para muitos! Somos pequenos demais para compreender o sentido de tudo! E como diz Diana e eu assino embaixo: “ descobri que, colocando o amor na frente, nos tornamos grandes o suficiente para recomeçar qualquer parágrafo. Porque, só assim a gente acha sentido para tudo.”

Todos estes trechos de falas de Diana que coloquei aqui no post são trechos de um texto escrito por ela no dia das mães, quando fez 1 ano que ela enterrou Heitor. Ela conta que pensou em não autorizar a publicação porque não estava certa se o texto seria capaz de transmitir a mensagem dela para o mundo: “só o amor compartilhado cura”.

“Pois, eu queria mesmo conseguir provar para o mundo o poder do amor doado, da atenção e do carinho compartilhado. Tenho certeza que só assim curamos muitas dores desse mundo (ou talvez, todas). Mas, agora, decidi autorizar a publicação, pois entendi que esse texto é minha sementinha de amor jogada no ar e que espero que seja colhido por todos que a leiam.”

 Do fundo do meu coração, acredito ser impossível alguém ler toda essa história e não colher e fazer brotar essa sementinha de amor e esperança! Di, sua história inspira o mundo! Você é um grande exemplo de força, fé, resiliência e de que o sol volta a brilhar sim, apesar das chuvas e tempestades!

Aliás, essa mistura de sol e chuva é muito bem vinda! Porque daí vem oARCO ÍRIS para colorir novamente a vida, despertar novos sorrisos, novos sonhos, irradiar uma luz de esperança! Cada filho trás consigo uma história, uma oportunidade de nos transformar em algo melhor! A vida segue e está nas mãos de quem é o grande responsável por tanto AMOR!

Uma joia para eternizar

Sâmara e Nájla são primas de Diana! Além de primas, muito amigas! Médicas, deram todo o suporte necessário quando tudo aconteceu! Sâmara conta que quando chegou para visitar Heitor no hospital, notou que ele estava mais cansadinho e ficou observando (na época, ela estava no último ano de sua residência em Terapia Intensiva Pediátrica). Após a visita, Heitor já foi pro CTI e as coisas foram acontecendo!

“Pra mim foi muito difícil porque eu assumi um papel de orientá-los sobre o que estava acontecendo, e não era uma família qualquer, era minha família.”

Ela conta que antes de tudo acontecer, Diana teve a oportunidade de colocar Heitor no colo de Elisa e tirar fotos e que foi um momento de muita alegria na família!

“No velório de Heitor, Diana me chamou, juntamente com Nájla e Rafa e disse que seríamos os padrinhos de Heitor! Diante disso, ficamos pensando em uma forma de eternizar Heitor, mas uma forma que não fosse melancólica! Achamos que se ela tivesse um relicário com uma fotinha dele de um momento que  foi tão feliz, isso pudesse ser bom porque iria carregá-lo sempre com ela!”

relicário formato coração

E assim fizemos! Uma joia muito preciosa, no sentido mais lindo da palavra “preciosa”! Um relicário em formato de coração de grande valor sentimental, pensado e elaborado com muito carinho e respeito! De um lado, a fotinha de Heitor recém nascido; do outro, a foto da família: mamãe, papai, Elisa e Heitor! Dei todo o meu amor na elaboração, pois além de toda a história por trás da joia, ela estava sendo feita para uma amiga querida! Sâmara e Nájla, lindezas, muito obrigada, mais uma vez, por confiarem em mim, no meu trabalho e sensibilidade para mais este presente super especial!

“Mas, enquanto isso, levo no meu peito a imagem das horas mais felizes da minha vida. No coração, uma vontade de achar onde colocar tanto amor perdido. Na memória, a saudade do que poderia ter sido vivido. E, na alma, cresceu, ainda mais, o desejo de achar um sentido maior para minha vida.” (Diana)

 

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